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Desfile do Maracatu Rural em Vicência

O maracatu de Baque Solto, também conhecido como Maracatu Rural, é uma das expressões artísticas mais conhecidas da Zona da Mata de Pernambuco. Diante da miscigenação histórica e cultural da região, os integrantes dos maracatus alcançaram originalidade e apuro estético que encanta e intriga quem se aproxima de sua cultura. Junto ao cultivo das diversas camadas de influência indígena, africana e europeia; de tempos coloniais e modernos; de práticas religiosas e de diversão, seus integrantes continuam atualizando as informações culturais com criatividade e autonomia.

Este site reúne imagens e informações dos elementos que compõem a visualidade de dezenas de Maracatus, registradas entre os anos de 2015 e 2017. O registro dos materiais foi realizado em conjunto com entrevistas e catalogação de informações sobre os brincantes e suas escolhas para composição da vestimenta tradicional. Por trás de cada imagem há uma complexa cadeia de trabalho técnico e criativo, colaborações e negociações para escolha dos materiais e temas. No processo de feitura de cada elemento que compõe os trajes e adereços, estabelece-se relações entre o conjunto do maracatu, seus dirigentes, concursos carnavalescos e as crenças e vontade de expressão dos caboclos de lança, costureiras e artesãos individualmente. Mesmo que não seja possível ver toda essa cadeia, pedimos para que recebam cada detalhe aqui fotografado como fruto desse complexo cultural, de homens e mulheres que nesse Brasil do século XXI, escolhem se divertir, se cultivar e se expressar, com o Maracatu.

O Maracatu Rural é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, registrado pelo IPHAN no ano de 2014. Este site é resultado da pesquisa A Estética do Maracatu Rural, incentivada pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura. Esperamos contribuir para a compreensão da complexidade e singularidades que compõe esta vigorosa tradição.

Estrutura do Maracatu Rural

O maracatu de baque Solto, também conhecido como Maracatu Rural, Maracatu de Trombone e Maracatu de Orquestra, é um folguedo cujas origens remontam ao início do século XX, sendo o grupo mais antigo fundado em 1914. Enquanto folguedo, é estruturado como um cortejo composto por caboclos de lança, caboclos de pena, baianas, personagens da corte (rei e rainha, príncipes, princesa, valete) e orquestra, seguidos de outros personagens como, Mateus, Bastião, Catita e Burrinha, que têm livre movimentação nas apresentações.

O cortejo do Maracatu de baque solto não evolui apenas para frente mas dá voltas em torno de si, com diferentes desenhos no espaço. Os caboclos de lança são os personagens mais singulares desta brincadeira e movimentam-se com lanças e surrões que marcam o imaginário e a sonoridade do desfile.

O maracatu de Baque Solto, também conhecido como Maracatu Rural, é uma das expressões artísticas mais conhecidas da Zona da Mata de Pernambuco. Diante da miscigenação histórica e cultural da região, os integrantes dos maracatus alcançaram originalidade e apuro estético que encanta e intriga quem se aproxima de sua cultura. Junto ao cultivo das diversas camadas de influência indígena, africana e europeia; de tempos coloniais e modernos; de práticas religiosas e de diversão, seus integrantes continuam atualizando as informações culturais com criatividade e autonomia.

Este site reúne imagens e informações dos elementos que compõem a visualidade de dezenas de Maracatus, registradas entre os anos de 2015 e 2017. O registro dos materiais foi realizado em conjunto com entrevistas e catalogação de informações sobre os brincantes e suas escolhas para composição da vestimenta tradicional. Por trás de cada imagem há uma complexa cadeia de trabalho técnico e criativo, colaborações e negociações para escolha dos materiais e temas. No processo de feitura de cada elemento que compõe os trajes e adereços, estabelece-se relações entre o conjunto do maracatu, seus dirigentes, concursos carnavalescos e as crenças e vontade de expressão dos caboclos de lança, costureiras e artesãos individualmente. Mesmo que não seja possível ver toda essa cadeia, pedimos para que recebam cada detalhe aqui fotografado como fruto desse complexo cultural, de homens e mulheres que nesse Brasil do século XXI, escolhem se divertir, se cultivar e se expressar, com o Maracatu.

O Maracatu Rural é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, registrado pelo IPHAN no ano de 2014. Este site é resultado da pesquisa A Estética do Maracatu Rural, incentivada pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura. Esperamos contribuir para a compreensão da complexidade e singularidades que compõe esta vigorosa tradição.

 

Figurino

O colorido do maracatu e as maneiras de combinação de cores e formas tornam cada elemento do figurino, uma expressão artística. Cada um dos “personagens” integrantes do maracatu apresenta uma estrutura de traje. No Caboclo de Lança – tênis, calça, camisas, óculos e lenço são a primeira camada da “arrumação”. Esses elementos são cobertos pelo Surrão – estrutura metálica com Guisos – e sobre ele, a gola bordada com lantejoula. Na cabeça, o chapéu coberto de fitas de Ráfia coloridas.

O caboclo de pena, ou arreiamá, não carrega o surrão e sua gola costuma ser menor, facilitando as movimentações em agachamento. Seu chapéu, remete á cultura indígena de cocar com várias penas, coloridas e de pavão. Baianas apresentam vestidos e chapéus. Na estrutura da corte, os trajes referem-se diretamente a vestimentas de reis e rainhas europeus: Mulheres com vestidos longos e saia larga, homens com calça e camisa com mangas fofas e decoradas, coroas e chapéus de acordo com o personagem.

Adereços

Quase todos os personagens, carregam um elemento nas mãos. Os caboclos de lança movimentam as Guiadas – lanças de dois metros enfeitadas com fitas de tecido; os Arreiamá, seguram machados; as damas carregam diferentes elementos, como flores, placas com símbolos do seu maracatu e os príncipes, princesas, valetes, podem empunhar cetros, assim como o rei e Rainha. A orquestra veste calça e camisa estampada, a cada ano com um padrão de estampa diferente.

Pessoas

Por trás dos personagens, pessoas. Algumas dedicam-se ao brinquedo durante todo o ano – e atuam na costura, bordado, artesanato, compras, administração, outras assumem responsabilidades para o carnaval – como alimentação e organização dos grupos. Outros ainda participam apenas como brincantes. O Maracatu com seus integrantes e diretoria viajam em ônibus e dormem em alojamentos coletivos durante os três dias de carnaval.

 

 

 

 

Ana Valéria Vicente

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